Mais um acidente envolvendo as armas da fabricante Taurus. Na manhã da última quarta-feira (20), uma aluna do curso de formação de Polícia Civil, aprovada no último concurso público realizado pelo Governo do Estado, foi atingida no braço depois de a pistola Taurus modelo PT 24/74, de calibre .40, disparar acidentalmente durante uma aula na sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar.
Relatos de casos de pane em armas desta empresa foram registrados em quase todos os estados brasileiros. Um site chamado “vítimas da Taurus” contabilizou mais de 100 casos de pessoas feridas em incidentes, em meio a policiais, agentes e civis com porte de arma.
O Sinpol pleiteia diariamente a substituição dos armamentos da Taurus dentro da Polícia Civil do Estado. Inclusive, desde o dia 3 de maio de 2016 que o sindicato oficia o Estado pedindo perícias técnicas em todas as armas usadas pelos agentes da segurança pública de Pernambuco. Contudo, a única resposta que recebemos, dentre todos os pedidos feitos, foi que “a solicitação de perícia criminal e/ou perícia médico legal compete a autoridade policial ou a autoridade judiciária. Ante ao exposto, devolvo o presente expediente”, alegou a gerente do departamento científico da Polícia Civil, Sandra Santos.
Mais uma vez, pela inércia e irresponsabilidade do Governo, que insiste em manter essas armas nos quadros e nas mãos dos policiais, muitas pessoas correram risco de morte. Na verdade, esses riscos são diários e trazem risco não só para policiais, mas para a sociedade como um todo. Constantemente os equipamentos da supracitada marca apresentam panes e disparos acidentais. No entendimento da direção do SINPOL, é inconcebível que este armamento continue na corporação.

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