Depois da pressão exercida por vários trabalhadores, sindicatos e centrais sindicais, o congelamento de salário dos servidores públicos de todo o país foi retirado do PLP 257/2016. O SINPOL foi uma das entidades que esteve na linha de frente do combate ao nefasto projeto de Lei. No início da semana, o Presidente da entidade, Áureo Cisneiros, acompanhado pelo Diretor Financeiro, Tiago Batista, e o Diretor Social, Mauro Falcão, foram à Brasília dialogar com deputados, líderes sindicais e representantes do poder executivo com o objetivo de barrar sua aprovação.

Porém, para Áureo, a retirada do texto da parte que congelava os salários dos servidores ainda é pouco diante do prejuízo que o PLP 257 ainda pode causar. As mobilizações devem ser intensificadas, já que na próxima semana outros pontos polêmicos do projeto serão debatidos. “A classe trabalhadora mostrou mais uma vez a força que tem quando está organizada. Mas não podemos nos acomodar, devemos estar atentos e somar forças contra essa agenda neoliberal que estão tentando consolidar no país, atacando diretamente o trabalhador e colocando sobre nós a conta da crise que a corrupção e as gestões ineficientes aprofundaram”, avalia.

O projeto ainda manteve pontos que deixam às administrações estaduais colocarem junto com a remuneração dos servidores vários outros gastos (como comissionados, terceirizados, etc), o que, de forma indireta, continua a impedir o aumento para os trabalhadores públicos, pois, incha o limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal em vigor, o que acaba tendo o mesmo efeito contrário à valorização salarial, ainda mais num Estado feito Pernambuco, que paga os piores salários do país aos seus servidores.

A atuação do SINPOL foi fundamental, mas seria pretensiosa e frágil, se fosse isolada. Por isso agradecemos a todos os servidores presentes, mas principalmente aos da segurança pública, que estiveram em grande número nessa grande mobilização. Além disso, alertamos e reforçamos que toda a classe trabalhadora precisa continuar atenta e mobilizada para, juntos, barrarmos mais um ataque direto ao trabalhador brasileiro. A luta continua e deve ser fortalecida por todos nós. Avante!

Deixe seu comentário