Foi com surpresa que o Sindicato dos Policias Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) tomou conhecimento do pronunciamento do governador Paulo Câmara a respeito do que espera do novo secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua. Para o governador, o secretário que assumiu a pasta nesta quinta-feira, 29, deverá dar prosseguimento ao trabalho iniciado pelo ex-secretário Ângelo Gioia.

O Sinpol defende que, diferente do que vinha sendo praticado pelo antigo titular da pasta, é preciso estabelecer canais de diálogo entre a SDS, as entidades classistas, a sociedade civil organizada, as universidades e todos os que queiram contribuir com a solução da crise de segurança pública instaurada no Estado há anos. Para o Sinpol, além disso, é imprescindível que haja aumento no efetivo, remuneração justa, melhores condições de trabalhos e equipamentos modernos para os policiais do estado.

Na opinião do presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, “falta compromisso com a segurança pública do Estado e humildade para, inclusive, assumir as falhas e resolvê-las.”

Dar prosseguimento ao trabalho de Gioia, marcado por decisões antidemocráticas e truculentas em relação aos que discordam do seu modelo gestão, representaria o desperdício de mais uma oportunidade de autocrítica e abertura ao contraditório. Afinal, se é verdade a máxima segundo a qual em time que está ganhando não se meche, faz sentido crer que em time que está perdendo é preciso mexer além das pessoas, mas também a estratégia. Pernambuco está perdendo para a violência e a sociedade exige uma solução.

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