No último final de semana, nos dias 26 e 27, a Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) realizou um Congresso Extraordinário em Brasília para debater temas como Lei Orgânica Nacional, Ciclo Completo (CPP), Unificação das Polícias e Reforma da Previdência.

Na ocasião, o Sinpol-PE foi representado por seu vice-presidente, Rafael Cavalcanti, que ressaltou o compromisso que as entidades representativas de classe precisam ter na defesa intransigente dos seus filiados. “Não preciso dizer a vocês o quanto a atividade policial é estressante e insalubre para qualquer ser humano. São muitos deveres, poucos direitos… e os poucos que temos estão sempre sob ameaça, como no caso da nossa previdência, por exemplo. Diante desse quadro, nós, representantes sindicais, temos a obrigação de nos fazer ouvir e a todo custo impedir que retrocedamos em direitos conquistados com muita luta”, avalia.

Coube ao presidente da Confederação, André Luiz Gutierrez, fazer a abertura oficial do evento com a execução do Hino Nacional e a composição da mesa dos trabalhos iniciais com a presença dos presidentes de todas as federações, do deputado federal Ubiratan Sanderson (PSL-RS) e do representante da Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF), Júlio César.

Já o presidente da Feipol-NE, Constantino Júnior, usou seu momento de fala para convidar todos os presentes à participar do 5º Confeipol-NE, que acontecerá aqui no Recife, entre os dias 6 e 8 de fevereiro. Também aproveitou o espaço para denunciar “as perseguições políticas que atualmente acontecem em Pernambuco e em outros estados da Federação contra dirigentes sindicais que lutam por sua categoria”. Para combater essa realidade, como parte da programação oficial do Congresso, será realizado um grande ato público, no dia 7 de fevereiro.

As discussões realizadas no evento, horas acaloradas, tocaram em pontos importantíssimos para nós, Policiais Civis. A partir dos debates, o Congresso encaminhou que a Cobrapol lutará pela implantação da carreira única, com ingresso único, para inibir privilégios e garantir maior eficiência; pela revogação do artigo que proíbe a sindicalização e veda o nosso direito a greve; pela unificação das Polícias Civil e Militar, garantindo que a Polícia Estadual Investigativa (PC) seja responsável pelos crimes de maior complexidade e os crimes de baixa complexidade fiquem a cargo das respectivas Polícias Militares, lista tríplice para a escolha dos Chefes de Polícias, entre outras medidas.

Ainda atendendo às deliberações encaminhadas pela Cobrapol e demais entidades presentes ao Congresso Extraordinário, uma comitiva já se reuniu ontem (28) com o Secretário Nacional de Segurança Pública, General Guilherme Theophilo, para tratar sobre a Lei Orgânica Nacional da Polícia Civil. O referido projeto, apesar de ter sido protocolado em março de 2018, ainda não havia sido apresentado ao novo Secretário. Por sua vez, Theophilo garantiu que “a padronização e a integração do sistema de segurança pública, em um texto que congregue maior eficiência à Polícia investigativa, promova uma carreira atrativa e evidencie a meritocracia” estão entre seus objetivos.

Clique aqui para acessar o documento da LEI ORGÂNICA NACIONAL DA POLÍCIAL CIVIL

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