O Sinpol recebeu no fim da tarde desta quinta-feira (3) o Presidente da Adeppe, Francisco Rodrigues, o qual nos informou sobre as decisões da Assembleia Geral realizada pela entidade, no dia de hoje.

Um dos pontos principais deliberados na assembleia foi o retorno dos Delegados ao Programa Jornada Extra de Segurança – PJES, decisão não unânime entre os presentes. Foi esclarecido, também, que as negociações salariais com o Governo não tiveram avanços, havendo-se apenas acordos sobre decisões judiciais com repercussões financeiras que alcançariam 8,6% para os delegados que desistissem de receber o montante passivo de ação que movem contra o governo, o que parece não interessar a todos eles.

O Sinpol recebeu tais informações com bastante tranquilidade, já que em reunião anterior com a Adeppe tais pontos já haviam sido tratados.

Esclarecemos que continuaremos a defender a valorização de todos os policiais civis, de todos os cargos, mantendo-nos firmes na luta por melhores salários, condições dignas de trabalho e na defesa da instituição Polícia Civil, refém do PJES, já amplamente nominado “câncer” e reconhecidamente uma política de segurança pública de improviso, a qual, além de inconstitucional, mantém a instituição desprestigiada e seus integrantes explorados e desmotivados.

O Sinpol esclarece, também, que já identificou que o retorno ao PJES não será acompanhada por todos os Delegados, visto que grande parte deles continuam convictos de que o programa é o maior entrave para o reconhecimento do valor de toda a categoria, ideia que é compartilhada pelo próprio Presidente Francisco Rodrigues e demais diretores da Adeppe.

A volta de alguns Delegados ao PJES cria uma aparente sensação para o Governo de que tudo será como antes, ansioso que está em manter uma segurança pública de aparência.

Entretanto, a Polícia Civil de Pernambuco é composta por maioria absoluta de policiais de outros cargos, sem os quais não é possível o funcionamento do famigerado programa e que não se contentarão com promessas vazias, não aceitarão o já conhecido discurso do governo, sem propostas concretas, e tampouco aceitarão serem acusados pelo fracasso da peça publicitária que se tornou o Pacto pela Vida.

Continuaremos a fazer atos conjuntos e a defender a Operação Polícia Cidadã. Conforme deliberado em nossa Assembleia Geral no dia de ontem, faremos novo Ato das Cruzes, desta vez em Olinda, e no próximo mês promoveremos o “Outubro das Mobilizações”.

A união dos policiais, nunca antes vista, permanecerá seu maior trunfo. Infelizmente Pernambuco sofre hoje com o fracasso governamental na segurança, fato comprovado pelos números oficiais divulgados. E não somos os culpados – disto até mesmo a população já está consciente e por isso nos apóia.

Temendo esse apoio popular que recebemos, o Governo apostará sempre nas divisões e disputas internas. A isso daremos sempre a resposta da coesão e coerência, mantendo firmes as decisões e objetivos.

Mas, para que o reconhecimento venha será preciso “intensificar a legalidade”, combatendo-se os desvios e a usurpação de função, os inúmeros atos de improbidade praticados, os abusos, assédios e improvisos.

Continuamos a defender, em consonância com as deliberações das assembleias, que a verdadeira valorização virá através de atos de coragem, firmeza de ações, sacrifício pessoal dos que compreendem que um novo tempo é chegado e pelo despertar consciente de  pessoas que, para além de suas necessidades imediatas, olham para frente e vêem no horizonte a dignidade, o respeito e a honra guardada para todos os que não se vendem, nem se prostram diante de opressores.

A DIRETORIA

Discussão1 Comentário

Deixe seu comentário