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Em contrapartida, Sindicato afirma que pasta quer “difamar” presidente da entidade

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18/04/2016 22:42 – Do FolhaPE
Divulgação

Pasta declarou que procedimentos foram movidos por questões “disciplinares”

A Secretaria de Defesa Social do Estado (SDS) afirma, através de nota divulgada nesta segunda-feira (18), que não há “perseguição ao movimento sindical”. A publicação é uma resposta ao Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), que convocou uma passeata para esta terça-feira (19), com concentração na Praça Oswaldo Cruz, na Área Central do Recife, às 9h.Conforme a SDS, os processos em andamento na Corregedoria Geral desta Secretaria não possuem “motivação política”. A pasta declarou, ainda, que os procedimentos foram movidos por questões “disciplinares” e que os sindicalistas terão amplo direito a defesa no decorrer dos processos, movidos por questões disciplinares.

Já de acordo com nota enviada pelo sindicato, “confirma-se e intensifica-se perseguição ao presidente do Sinpol”.

Segundo o Governo do Estado, o sindicalista, responde a seis Processos Administrativos Disciplinares pela Corregedoria Geral e um Inquérito Administrativo Disciplinar pela Secretaria Executiva de Pessoal e Relações Institucionais, da Secretaria de Administração, conforme publicado no Diário Oficial do último dia 16 de abril, por “acumulação ilegal de dois vínculos públicos, com indícios de má-fé”, afirma nota da SDS.

Já o Sindicato critica a gestão por não usar os quadros da SDS “para trabalhar em favor da melhora dos índices da segurança pública no Estado” ao invés de “manchar a imagem do presidente do sindicato e confundir a opinião pública”.

“A nota enviada pela SDS à imprensa relembra um fato que já prescreveu e que ocorreu há mais de cinco anos. O presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, passou em dois concursos públicos para policial civil, em Pernambuco e na Paraíba.

“A pedido” dele próprio, como pode-se comprovar na Portaria Nº 022/GS/SEAD de 4 de fevereiro de 2011 do Diário Oficial do Estado da Paraíba, Áureo foi exonerado do cargo no Estado vizinho. Isso só comprova a vocação e devoção que o dirigente sindical tem ao seu ofício de policial (…)”, afirma o Sinpol.

A entidade classista relembrou que o policial civil “já recebeu diversas condecorações da Polícia Civil de Pernambuco pelos seus serviços prestados à sociedade” e que o Governo omite o fato de os demais processos disciplinares instaurados em 2016 dizem respeito às “reivindicações sindicais exercidas por Áureo Cisneiros e os demais diretores do Sinpol, comprovando a perseguição”.

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