Nesta quinta-feira (16) o presidente do Sinpol (Sindicato da Polícia Civil de Pernambuco), Áureo Cisneiros, subiu mais uma vez no púlpito da Assembleia Legislativa para defender os interesses da categoria e cobrar uma resposta do governador Paulo Câmera.  “Fizemos as denuncias, levamos a nossa pauta de reivindicação, no entanto, o governador está fazendo ouvido de mercador. Não houve nenhum pronunciamento do Governo do Estado sobre nossas denúncias, sobre nossas reivindicações”, disse Áureo.

A audiência teve como tema o Pacto pela Vida e o aumento na criminalidade em Pernambuco. O líder da Oposição, deputado Sílvio Costa Filho, abriu a plenária reforçando a necessidade de revisão no programa Pacto pela Vida. “Os próprios profissionais da academia entendem da necessidade deste programa ser rediscutido com a sociedade e uma nova etapa do Pacto Pela vida ser elaborada”, disse.

Na oportunidade, Áureo Cisneiros reforçou a luta defendida pela campanha Operação Polícia Cidadã, do Sinpol. Para ele, a campanha é uma ajuda que os policias estão dando a Governo do Estado na Segurança Pública. “Dentro da categoria a gente estabeleceu um padrão para melhorar o atendimento à população. Nós, policiais civis de Pernambuco, não podemos fazer polícia de improviso como estamos fazendo. Estamos colocando aqui neste manual os procedimento policiais que a legislação pátria estabelece. Estávamos fazendo polícia de arremedo de enjambração”, disse.

Áureo falou ainda sobre a contradição em que vive a categoria. Ao mesmo tempo em que ganha prêmios como o de melhor polícia civil do país, os policiais continuam recebendo o segundo pior salário pago para no Brasil. O sindicato cobra ainda mais valorização, melhores salários e melhorias nas condições de trabalho das delegacias, relatada no Dossiê das Delegacias, organizado pelo Sinpol. Caso não obtenha nenhuma resposta do Governo, os Policiais Civis podem parar as atividades no mês de maio.

“Não aguentamos mais essa situação, temos o segundo pior salário do país, e trabalhamos em instalações desumanas. Se tiver que paralisar a polícia civil agora em maio, vamos paralisar.  Não dar mais para trabalhar assim”, afirmou o presidente do Sinpol, que ainda cobrou a imediata convocação dos concursados da polícia civil.

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