Hoje é um dia triste para os Policiais de Pernambuco. Faleceu hoje, vítima do coronavírus, o Escrivão Ronaldo Pereira, de 43 anos, que era lotado no DENARC. A morte de Ronaldo não é a apenas a perda de um profissional exemplar, mas significa a ausência de um pai, um marido, um filho e um amigo que estava ao nosso lado para tudo e se foi.

Ronaldo estava no Hospital dos Servidores, após sentir sintomas da COVID-19. O fato é que impotência frente à morte nos faz refletir sobre o descaso que o Estado tem tido com seus servidores, principalmente os da segurança pública e da saúde.

Diferentemente de Paulo Câmara e Luciana Santos, os Policiais Civis não conseguem fazer o teste quando querem, nem muito menos recebem o resultado algumas horas após a testagem. Também não têm hospitais preparados para atende-los e, assim, temos sido apenas números nas duras estatística do coronavírus em Pernambuco.

Para os nossos governantes, os profissionais “essenciais” apenas são essenciais no nome, mas de fato, não há respeito pelos servidores das áreas da saúde e da segurança pública. Oficialmente, Ronaldo é o sétimo Policial morto por causa da COVID-19 em Pernambuco.

O enterro do pai, do marido, do filho e do amigo Ronaldo não poderá ser acompanhado de perto por familiares e amigos, seguindo protocolos da OMS. Mas hoje, cada Policial Civil morre um pouco com a ausência de Ronaldo.

Por isso, além de lamentar o falecimento do guerreiro Ronaldo, o Sinpol espera mais empenho das autoridades públicas em fornecer o mínimo de estrutura, segurança e condições de trabalho aos profissionais que estão na linha de frente combatendo os efeitos desta pandemia. Cobraremos intensamente, das respectivas autoridades, a devida atenção e responsabilização no caso de possíveis omissões e irregularidades cometidas contra os Policiais Civis que são usuários do SASSEPE.

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