Com informações de Gabriela Chermon

O Sinpol esteve presente, através de seu presidente, Áureo Cisneiros, do vice, Rafael Cavalcanti e do diretor Tiago Batista à 1.ª Confeipol-NE (Congresso dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Nordeste), realizado entre os dias 26 e 28 de março na cidade de Fortaleza-CE. O objetivo do encontro foi o de discutir as principais pautas comuns aos Policiais Civis do País pelos seus representantes, seus encaminhamentos e também debater a necessidade da organização sindical.

O Sinpol-PE propôs a filiação à Feipol-NE e se comprometeu a ratificá-la, junto à base, na próxima Assembleia dos Policiais Civis de Pernambuco. “A filiação à Feipol-NE é de extrema importância para a base de Pernambuco, visto que será um passo a integração do sindicato para uma luta nacional em prol da modernização da polícia brasileira”, afirmou Áureo Cisneiros presidente do Sinpol-PE.

A abertura do evento se deu por meio de uma palestra conduzida por Marcos Maurício, presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc-BA) e também diretor da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Policiais Civis do Nordeste (Feipol-NE). Na ocasião, Marcos abordou o tema “O fracasso de um modelo ineficaz de polícia. Marcos apresentou dados sobre a atual situação da Segurança Pública”, discutindo dados da atual situação financeira da Segurança Pública, apontando mudanças no modelo de gestão para solucionar a crise instaurada.

O segundo dia do Congresso foi marcado pela análise histórica realizada pelo diretor de Formação Sindical da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Sebastião Soares, sobre a estrutura sindical no Brasil. A palestra de Soares serviu como forma de capacitar os participantes nas decisões e resoluções tomadas pelas entidades de representação dos trabalhadores e destacar a importância das centrais sindicais como elemento de integração e unificação em prol dos trabalhadores e do papel de cada sindicato como célula territorial, federação regional e confederação nacional nas lutas dos trabalhadores os quais representam.

O diretor da Feipol Centro-Oeste e Norte, Francinaldo Freire, ressaltou que é de suma importância que os presentes tenham a consciência de que a participação ativa nos diversos fóruns de debate e órgãos de representação sobre a Polícia Civil para alcançar os objetivos da categoria.

Já Cida Queiroz, presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sorocaba, enfatizou a importância da realização do evento. “O Congresso foi de grande valia, pois houve um avanço no que diz respeito à conscientização pela união de todos os policiais civis do Brasil. Pela primeira vez representantes de todas as federações estiveram reunidos para um bem em comum, que são os assuntos de interesse dos policiais civis” disse.

Ainda foram discutidas questões como o acompanhamento de diversos projetos de lei, emendas constitucionais e proposições de caráter estadual e nacional que devem ser acompanhados com bastante atenção pelas entidades sindicais, a exemplo do projeto de emenda constitucional que trata da reserva de vagas ao servidores policiais quando desejarem mudança de classe nas carreiras de sua instituição e que deve ser objeto de discussão a nível regional, mencionado por Ciro de Freitas, vice-presidente da Feipol-CON. Ele explicou que a PEC tem como propósito dar oportunidade aos policiais que almejam exercer os cargos de delegado de polícia, perito criminal e legista, uma vez que a proposta prevê uma reserva de 50% da quantidade das vagas dos concursos aos profissionais que já fazem parte do quadro corporativo.

Bernardino Gayoso, presidente da Feipol-NE e secretário-geral do Sindpoc-BA avaliou o 1.º Congresso como um exemplo de união e força para a polícia civil brasileira. “As discussões aqui realizadas servirão como ponto de partida e esboço a serem seguidos pelas demais entidades policiais, pois mesmo com posicionamentos distintos houve uma demostração de qualidade elevada em qualquer projeto que envolva as policias civis a nível nacional”, concluiu o presidente.

O vice-presidente do Sindpol-AL Carlos José externou em seu discurso que o descontentamento com a atual Confederação não se resume apenas ao que não foi feito pela categoria, mas também ao que jamais terá condições de realizar. E acrescentou ainda que por esse motivo deverá ser tomada uma decisão que mude a realidade caótica de uma representação confederativa de policiais civis.

“Em novembro de 2014, durante a realização do 10º Confeipol, na cidade de Campo Grande-MS, foi deliberado que seria discutido neste Congresso o sistema de representação sindical, especificamente a reestruturação da Confederação dos Policiais Civis, uma vez que fora acordado entre as entidades a efetiva atuação das federações em ações conjuntas, e nessa oportunidade percebemos que estamos no rumo certo”, reiterou o diretor da Feipol-CON, Marcus Monteiro.

No encerramento do encontro, foi deliberada a criação de uma comissão paritária composta por dirigentes das federações, que desenvolverão o trabalho preparatório a fim de reestruturar e consequentemente legalizar uma Confederação que realmente possa atender os anseios de suas bases filiadas. “Por enquanto temos um arremedo de entidade que jamais fez a entrega de um único avanço às policiais civis do Brasil. É preciso mudar essa realidade caótica que mais engana que constrói possibilidades”, afirmou o Presidente da Feipol-CON, Divinato da Consolação.
Também participaram do Congresso os presidentes das federações Sul, Ademilson Batista e Sudeste, Aparecido Lima.

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