Ontem, dia 12 de setembro, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco publicou o arquivamento do PAD que arrolava três Peritos Papiloscopistas que integraram a equipe relacionada para a cena de crime do caso PC Morato, encontrado sem vida dentro de um motel, em Olinda. Na época, o caso – extremamente nebuloso – teve grande repercussão e mobilizou até mesmo a imprensa nacional, pois envolvia questões políticas em seu plano de fundo.

Assim que tomou conhecimento do caso, através dos próprios Policiais, o SINPOL passou a acompanhar o desenrolar dos fatos e a denunciar as ingerências que prejudicaram o trabalho dos Peritos Papiloscopistas no episódio e por isso lançaram dúvidas e desconfiança em torno do resultado da investigação. A grande confusão aconteceu no dia seguinte ao corpo do empresário Paulo Morato ser encontrado morto, quando os peritos receberam ordens vindas da Chefia da Polícia Científica para que deixassem o local, pois os exames necessários já teriam sido realizados. Por isso, provas cabais que poderiam indicar se mais alguém esteve no local, foram perdidas, diante da falta de isolamento do local.

O que nos deixa estarrecidos – não só neste caso, porque tem sido prática recorrente deste governo, é a explicita perseguição a quem na verdade é vítima do sucateamento da segurança pública do estado. Após ter atendido as ordens de seus superiores, os três Peritos Papiloscopistas foram punidos como “bode expiatório” do Governo, que tem tido dificuldade de assumir e enfrentar suas falhas. O paradoxo maior é que se eles se negassem a cumprir as ordens, seriam processados da mesma forma. Por essas e outras razões, o SINPOL manifesta sua solidariedade aos Peritos Papiloscopistas e aproveitamos a oportunidade para pedir ao governo que devolva as atribuições que foram retiradas desses profissionais importantíssimos para a elucidação dos crimes cometidos em Pernambuco.

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