As visitas do Sinpol às Unidades Policiais do Recife ao Sertão pernambucano para a entrega dos materiais de proteção individual contra o coronavírus não param. Por onde passou, a diretoria do Sindicato ouviu relatos dos colegas sobre a omissão do governo em relação a saúde e a integridade física dos Policiais e seus familiares. Em algumas Unidades havia álcool em gel, mas os Policiais não estavam “confiantes” no produto por causa da embalagem; em outras, havia máscaras descartáveis apenas para aquele dia.

O SINPOL também informa que o número de Policiais que contraíram a COVID-19 está gerando uma redução do efetivo. Toda uma equipe de plantão da Delegacia da Mulher do Recife, por exemplo, foi afastada do trabalho por causa do coronavírus há 10 dias e, até agora, a PCPE não realizou os testes nesses Policiais Civis. O mesmo aconteceu com os Policiais da Delegacia de Igarassu, afastados das funções e aguardando em casa as orientações da Chefia de Polícia.

O descaso é tanto, que um Policial, após 10 dias aguardando a ordem para saber onde faria o teste que o governo havia prometido, não aguentou mais esperar e fez o teste por conta própria, desembolsando R$ 450,00 em um hospital particular da capital pernambucana para isso (R$ 350,00 do exame e R$ 100, 00 da taxa de coleta em domicílio, método exigido). Também na cidade de Caruaru, dois Policiais estão aguardando que a Chefia de Polícia indique o local da realização dos testes.

Na última nota que emitiu, a Chefia de Polícia informou que o hospital de referência para os Policiais Civis realizarem o teste seria o Hospital da Polícia Militar, na cidade do Recife, porém os Agentes de Segurança que moram ou trabalham em Recife estão encontrando muitas dificuldades para testarem o COVID-19. Para o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, a pergunte é simples: “se no Recife temos essa dificuldade, imagine para os Policiais Civis que moram em Palmares, Limoeiro, Caruaru, Salgueiro, Petrolina, cidades distantes em mais de 800 km do Recife, eles vão fazer o teste onde?”.

Para o SINPOL, o Governo do Estado não tem um plano de ação preventivo e repressivo para os casos de coronavírus na PCPE, mal há distribuição de EPI’s nas Unidades da Polícia Civil, as delegacias continuam fazendo BO’s (a Circular N° 2/2020 ainda está em vigor), e não existe um direcionamento dos casos confirmados para a proteção da vida do Policial Civil.

O Sinpol continuará fazendo sua parte para resguardar a vida dos Policiais Civis, de seus familiares e de toda a população pernambucana. Mas espera contar com uma maior sensibilidade do poder público nesse mesmo sentido.

 

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