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Entre os primeiros sindicatos do país, o Sinpol/PE é marcado desde seu surgimento pela coragem e determinação, pela união e visão empreendedora de seus fundadores. Ainda quando Clube da Guarda Civil, os 100 sócios da entidade, entre eles os companheiros Antônio Dias, Horácio (in memorian) e Edmar de Oliveira Melo, através de desconto na folha de pagamento, compraram o imóvel que hoje dá lugar a sede própria do sindicato. Em seguida, o clube passou à Associação da Guarda Civil, e quando teve esta nomenclatura profissional extinta por um decreto nacional, transformou-se em Aspsep – Associação Pernambucana dos Servidores da Polícia Civil, incorporando a União da Polícia Civil.
Entre os seus fundadores, eleito como primeiro presidente da entidade, Sérgio Leite foi um dos principais responsáveis pelo registro como Sindicato da Polícia Civil, tornando a entidade uma das primeiras e mais atuantes no país.
Desde a sua fundação, o Sinpol/PE se destaca pelo investimento em benefícios aos seus associados, na luta pela garantia de direitos e pela melhorias nas condições de trabalho.
Sua criação marca o início de uma luta nacional. De acordo com o primeiro presidente da entidade, Sérgio Leite, segurança pública era um tema que não era levado em consideração pela maioria dos políticos e a partir do sindicato, da organização da categoria, se conseguiu trazer à tona este debate entre as políticas públicas. Os policiais civis de Pernambuco são pioneiros.
Em 87, foi realizada no Estado a primeira campanha salarial da categoria, marcada por uma assembléia onde pela primeira vez na história de Pernambuco se reuniu mais de mil policiais civis. Foi realizada também a primeira passeata da categoria, com ato público na pracinha do Diário, ponto de referência de todos os movimentos de esquerda e dos direitos humanos.
O ato virou marco para a Polícia de Pernambuco e do Brasil. A partir de então, se começou a envolver a sociedade e a se discutir a importância das articulações da Polícia com a sociedade. Em 89 foi fundado o Sinpol/PE, consolidando uma luta já iniciada em 87, na campanha da constituinte federal, com continuidade em 88, no Congresso Nacional, na Constituição Federal.
Desde estes episódios, os fundadores do sindicato, participavam de passos importantes para a classe, como por exemplo, da aprovação de emendas na Câmara dos Deputados para que o servidor público e o policial tivessem direito de sindicalização.
O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco foi um dos primeiros do Brasil, e sua primeira diretoria ajudou vários outros Estados a fundar seus sindicatos e também apoiou a Policia Federal na fundação de sindicatos e da Federação Nacional dos Policiais Federais.
Consolidado entre os mais respeitados do país, o Sinpol/PE durante todos estes anos de atuação mantém a determinação de seus fundadores e atua de forma decisiva em movimentos estaduais e nacionais. Exemplo disso, foi a mobilização em 95, quando o Governo Federal queria tirar o direito de greve, de sindicalização, tentando subordinar a Polícia ao Exército, o presidente da entidade na época, Henrique Leite, foi à Brasília, se reuniu com todos os sindicatos do país, criando um Fórum Nacional, conseguindo assim combater a iniciativa do Governo.
Entre as conquistas estaduais fundamentais para a melhoria das condições de trabalho, está a criação de uma Diretoria de Recursos Humanos na Polícia Civil, disponibilizando amparo e dignidade ao tratamento de policiais com problemas de alcoolismo ou de saúde. Assim como, benefícios recentes como a criação e aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) da categoria.
O atual presidente, Cláudio Marinho, está a frente desta luta, num trabalho árduo que começou com alterações de algumas estruturas da Instituição, principalmente com relação ao antigo nível médio, modificamos o sistema de classes dos agentes de Polícia. Foram extintos os níveis de SP-02 ao SP-07, e num passo seguinte, foi criado o nível especial, que antes só os delegados, peritos e médicos legistas tinham em sua estrutura.
Com a aprovação do Plano de Cargos, através da Lei Complementar nº137/08, o Sinpol conquistou o patamar de nível superior para a classe, determinando a partir de então, a exigência de terceiro grau para o ingresso na carreira. E ainda, dentro da mesma lei, foi conquistada a reestruturação de todo o antigo nível médio, entre ativos e inativos, através do critério objetivo de tempo de serviço.
Representando um sonho antigo, com citação inclusive na ata da primeira assembléia da categoria, o almejado Plano de Cargos representa a aplicação da justiça, principalmente, nos critérios de progressão entre um nível e outro. Agora, o esforço de cada um será o instrumento de avaliação para a elevação dentro da classe, sem necessidade de intervenções políticas ou subordinação a critérios subjetivos.
Assim, a história do Sinpol/PE é marcada pela determinação e disposição em garantir os direitos de todos os policiais civis de Pernambuco, preservando a autonomia e força da classe perante qualquer atuação governamental, independente de posição partidária. O sindicato tem se mostrado ao longo dos anos, uma entidade sólida e em constante evolução, preocupada acima de tudo com o coletivo, as melhorias profissionais de nossa Instituição. |