A cada dia que passa, o SINPOL-PE recebe mais denúncias sobre as questões de deficiência nas Unidades Policiais, uma clandestinidade funcional que impõe o exercício de atribuições que não são da base, além de um grande déficit de efetivo e uma estagnação salarial de anos.

O fato é que o Governo do Estado de Pernambuco tem recursos em caixa, mas não o utiliza para a Segurança Pública. No dia 09 de agosto, o SINPOL-PE apresentou à Secretaria de Administração do Estado, um estudo econômico realizado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos- DIEESE, apontando que Pernambuco é o 21° estado que menos investe em Segurança Pública e o 18° em recursos destinados com a função e subfunção, ou seja, gastos de pessoal e custeio. Atualmente com menor investimento desde 2011, onde na época se investia R$ 3,2 bilhões, em compensação no ano de 2020 foi de apenas R$ 2,88 bilhões.

Além disso, temos uma diferença salarial gritante entre a base (25 ° salário em média, no ranking nacional) e os Delegados (que têm o 9° melhor salário do país). Lembrando que, o último acordo firmado entre o SINPOL-PE e a Governo de Pernambuco foi em 2016.

“A pesquisa nos aponta que os dados são bem claros e, infelizmente, enquanto os investimentos diminuem, paralelamente houve aumento da população e, consequentemente, também da criminalidade, e no meio disso tudo estava a base da Polícia Civil, embora produzindo mais que todo o restante do país, recebendo como recompensa uma das maiores desvalorizações”, destacou o Presidente do SINPOL-PE, Rafael Cavalcanti.

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